Texto do Clipping
Jornal: Tribuna Catarinense
Edição: 21/03/2009
Título: WFO faz inventário e acerta os últimos detalhes do hospital
Editorial: Entrevista
Íntegra:
Deise Nostra é natural de Curitiba e está no seu terceiro mandato como presidente da WFO. Ela esteve em Balneário Camboriú para acertar os detalhes do novo hospital. Terminou a faculdade de Medicina num convênio de intercâmbio nos Estados Unidos e Polônia, fez residência em pediatria social por um ano e cursou mais dois na área de planejamento em saúde, na área de saúde materno-infantil. Fez concursos nas Nações Unidas e ganhou algumas missões. A WFO é a Organização Mundial da Família, uma entidade criada em Paris, no ano de 1947, pelas Nações Unidas e mais 27 países, a maioria europeus, com participação também do Brasil. A intenção com a criação da WFO era, em primeiro lugar, reunir as famílias separadas no pós-guerra, e em segundo e terceiro assessorar os governos em políticas para ajudar as famílias. Hoje a WFO trabalha mundialmente no que é importante para a família: empreendedorismo, habitação, saúde, educação informal e a paz. Além de Balneário Camboriú, a WFO está presente em outros locais do Brasil: em Biguaçú, duas cidades do Estado de São Paulo e duas cidades da Bahia.
Tribuna: Nesta semana a Comissão está trabalhando e estão sendo entregues todos os documentos em relação ao hospital, inclusive as chaves. É isso?
Deise: Nós estamos fazendo uma das primeiras etapas, que é a entrega do imobilizado. Nós estamos passando com a comissão aqui desde terça-feira, verificando através de toda documentação que temos, cada um dos sete mil itens que compõem a parte interna. Incluindo tudo do imobilizado interno do hospital.
Tribuna: A Prefeitura se comprometeu a concluir em no máximo seis meses todo o entorno da obra, fazer todas as ligações, para que de fato o hospital funcione em no máximo seis meses. O que falta da WFO daqueles pequenos ajustes?
Deise: A Prefeitura precisa terminar a parte dela dos entornos para que a gente possa fazer as ligações entre o que fizemos dentro e o que foi feito fora. E isso deve levar uns 60 dias para que eles terminem e daí nós faremos as nossas ligações. Então vamos fazer todos os testes dos equipamentos que estão aqui dentro e sistemas do ar-condicionado, caixa d"água, dos gases medicinais, do esgoto. E a partir daí faremos todo o treinamento dos funcionários que virão trabalhar aqui.
Tribuna: Isso deve durar oito meses, mais ou menos?
Deise: Não. Na realidade o que nós fazemos é o seguinte. Nós ajudamos o município a decidir o método de gestão. A partir disto, com os funcionários escolhidos, nós fazemos um treinamento prévio no funcionamento do hospital para todo mundo, inclusive com os funcionários da rede básica, se o município quiser, para que eles entendam o funcionamento do hospital e haja integração entre a rede e o hospital. A partir daí nós vamos ter, já com as equipes em cada um dos blocos alocadas, um treinamento, em serviço, de oito meses. Por que oito meses? Porque eles vão ter todos os protocolos de funcionamento de sua unidade, vão testar esses protocolos e depois dizer: isso deu certo, isso não deu. Até que se tenha um protocolo definitivo. E isso também é uma forma de treinamento pró-ativo, porque assim estão apropriando e contribuindo com a forma de funcionamento daquele determinado departamento, determinado bloco. A partir da entrega, então, tem dois anos para que a gente faça uma assistência técnica de tudo que o hospital precisar. Por exemplo, o hospital virá com um planejamento total para dois anos, com um planejamento técnico, operacional e financeiro. Então, à medida que eles vão desenvolvendo isso, nós vamos dando assistência técnica para ajudar naquilo que não está dando certo. Nós já estamos muito atrasados, porque na realidade a WFO já terminou em outubro e esse prazo já deveria estar contando a partir de outubro. Então veja que nós vamos até junho, talvez. Eu não sei como vai ficar isso, mas vamos tentar, com a nossa equipe brasileira, fazer o máximo que pudermos.
Tribuna: É por isso que o contrato precisa ser aditivado?
Deise: Não, o aditivo é completamente diferente. Na realidade, o que aconteceu foi que a Prefeitura deveria nos dar o terreno terraplanado. Quando eles começaram a terraplanagem, descobriram que o solo era muito ruim. Havia um lixão aqui. E daí o que aconteceu? Tudo que nós tínhamos planejado para fundamento para esse piso aqui, nós tivemos que fazer três, quatro vezes a mais, para poder fazer o reforço. Inclusive nós não costumamos fazer estaqueamento, e isso teve que ser feito aqui para podermos fazer essa base. Então esse aditivo é uma coisa muito insignificante, num projeto de quase R$ 30 milhões dá algo em torno de R$ 900 mil. Está cobrindo os gastos a mais que tivemos aqui com ferro, cimento, mão-de-obra, atraso de quase dois meses de trabalho. Nós tínhamos uma previsão de gasto em torno de R$ 400 mil no piso, e nós gastamos esses R$ 900 mil e pouco.
Tribuna: Esse trabalho que a WFO está fazendo de outubro para cá é, vamos considerar, voluntário?
Deise: Teve que ser... não foi contado não. Mas... tudo bem.
Tribuna: Pelos planos da WFO, quantos funcionários são necessários para o hospital?
Deise: Não posso te dizer isso agora, porque eu não me lembro. Mas a documentação diz que nós já fizemos todo esse trabalho, inclusive já teve um treinamento na gestão passada na questão de recursos humanos, em que a Univali também participou. Mas já está tudo planejado.
Tribuna: Qual o valor necessário para a manutenção do hospital?
Deise: O que eu posso dizer com certeza é que este modelo arquitetônico e desta forma o custo de manutenção é de 30% a 40% menor que o convencional.
Tribuna: O que a comissão estará fazendo essa semana e na próxima?
Deise: A comissão está fazendo o inventário, ambiente por ambiente, e a comissão já está tendo uma explicação para que serve cada ambiente e o número de funcionários que deve ter.